por samantha
7. dezembro 2009 15:20
Quando a gente é criança aprende direitinho a usar a pirâmide alimentar, né? Sei porque meu filho de 9 anos está aprendendo exatamente isso nas aulas de ciências: comer mal pode causar anemia e desnutrição, comer rápido pode causar gastrite, é muito importante ingerir fibras (se bem que esta infomação é mais nova, né?), nada como um bom cházinho para amenizar o mal-estar de indigestão ou gripe. Mas com o tempo a gente simplesmente esquece.
Fui uma criança de interior, criada numa cidade de 15 mil habitantes, bebendo leite sem pasteurizar comprado do sítio de um vizinho, pão caseiro e suco de fruta natural. Como a região tinha plantação de café, até a bebida matinal era torrada em casa e moíamos só na hora de passar o café fresquinho. Eu brincava tanto na rua que nem tinha noção do quanto de calorias eu consumia e precisava repor com os iogurtes naturais que minha mãe fazia ou com tofu caseiro da Batian (vó em japonês), que morava conosco.
E meu metabolismo sempre foi acelerado, por isso, comia muito (feito uma Magali!) e não engordava – nem crescia, sou um toquinho de gente com 1,50m de altura. Nem as duas gestações me tiraram a boa forma, mas depois dos 30 eu comecei a sentir os pneuzinhos e uma dificuldade maior para manter a cintura. Não é grave, mas incomoda, né?
>