Introdução
A cenoura é uma das hortaliças mais consumidas no Brasil e no mundo.
Sua popularidade, talvez se deva pelo sabor adocicado, de fácil aceitação, e pela divulgação de suas excelentes propriedades nutricionais.
Quem nunca ouviu dizer que cenoura faz bem para os olhos? Tudo isso porque o legume é rico em betacaroteno, substância convertida em vitamina A pelo organismo, um nutriente com fundamental para a boa visão.
Historiadores têm dificuldade para precisar desde quando a cenoura está presente na alimentação da humanidade, no entanto acredita-se que seja um vegetal bastante antigo.
Foram encontrados traços de sementes da planta em registros de habitações pré-históricas na Suíça e, na lista de vegetais cultivados nos jardins reais da Babilônia (8 a.C.), lá estava ela — mas não como legume: o vegetal compunha a lista de ervas aromáticas, o que gera dúvidas sobre quando, de fato, a raiz colorida passou a ser apreciada.
No início de seu cultivo, as cores do legume variavam de um vermelho bastante escuro a púrpura. A partir do século 17, porém, fazendeiros começaram a cultivar diferentes variedades , especialmente nos países do oriente médio e do Afeganistão.
Pinturas dos países baixos da mesma época registraram uma variedade branca de cenoura, e em alguns quadros holandeses do século 18 encontram-se a versão alaranjada que conhecemos hoje, o que nos faz deduzir que o cultivo da cenoura como conhecemos hoje data dessa época.
Como ocorreu com diversos vegetais, o cultivo da cenoura também foi trazido às Américas pelos primeiros colonizadores. No Brasil, acredita-se que o hábito de plantar cenouras tenha chegado com a família Real, que fugiu de Portugal e se instalou no Rio de Janeiro em 1808.
Atualmente, a China é o maior produtor do mundo, seguido pela Rússia e pelos Estados Unidos.
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