O jantar dos pequenos
Nutrição
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A última refeição deve acontecer cerca de duas horas antes de a criança dormir e conter alimentos saudáveis.
A criança brincou e estudou o dia todo e, quando chega a hora do jantar, precisa ingerir nutrientes essenciais para complementar sua alimentação e garantir o bom funcionamento do organismo.
Os pratos servidos nesta refeição podem ser do mesmo tipo que você coloca à mesa na hora do almoço. "Tanto no jantar como nas outras refeições, devem ser evitados alimentos gordurosos, como frituras e embutidos. Substitua-os por grelhados, assados e cozidos. E controle o excesso de açúcar, que interfere na digestão e vicia o paladar, prejudicando a educação alimentar", diz a nutricionista Karina Maffei*.
A variedade é fundamental. Um truque simples para conseguir isso à mesa é servir alimentos de cores diferentes, todos os dias. Assim você garante o consumo de nutrientes variados e estimula a visão , sentido que, junto com o olfato, ajuda a despertar o apetite.
A moderação é a receita. "Não háalimento proibido , a menos que a criança tenha alguma restrição alimentar". Se a turma pede sanduíche, o conselho da especialista é reservar este momento para o fim de semana. Só não pode se tornar um hábito.
"O melhor é montar um prato com um carboidrato (arroz, batata, macarrão), uma leguminosa (feijão, lentilha, grão-de-bico, ervilha), uma proteína (carne, frango, peixe, ovo), legumes e verduras", ensina Karina.
Para beber, dê preferência aos sucos naturais e, na hora da sobremesa, escolha frutas da estação, sempre moderando nos doces.
Insista se for preciso!
Recomenda-se que esta refeição aconteça cerca de duas horas antes de a criança ir para a cama. "Se ela dorme às 21h, o jantar deve ser entre 19h e 19h30, de duas a três horas após o lanche da tarde", acredita a nutricionista.
Caso a criança não queira jantar, não substitua por leite, iogurtes e biscoitos. Reserve estes alimentos para os lanches, nem use guloseimas como moeda de troca ou recompensa. "O segredo é insistir . É preciso, em alguns casos, oferecer um alimento até dez vezes para a criança aceitar".
É muito importante que as crianças consumam frutas, legumes e verduras, fontes riquíssimas de vitaminas e sais minerais, importantes no processo de reprodução celular. E fibras , que são responsáveis pelo bom funcionamento do intestino.
Mas, como gostam de imitar os adultos , se você não come, dificilmente seu filhote experimentará estas delícias. Portanto, faça um exame de consciência e, se preciso, comece a mudar os seus hábitos alimentares.
Outro ponto fundamental, segundo a especialista, é a reunião familiar . Se não é possível juntar todo mundo no café da manhã nem no almoço, procure fazer isso pelo menos à noite. "É uma ótima maneira de solidificar conceitos alimentares e estreitar os laços familiares", afirma Karina. Bom apetite!
*Karina Maffei, nutricionista clínica do Hospital Samaritano, em São Paulo. Especializada em pediatria e adolescência pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Assunto:Família