Os exercícios de alongamento ajudam a musculatura a se contrair de forma mais eficiente e a atuar com melhores resultados em campo.
Não é à toa que o Brasil é conhecido como a terra do futebol. Dez entre dez meninos sonham em vestir a camisa do seu time favorito, entrar em campo e marcar um gol de placa, levando a torcida ao delírio.
Os campeonatos mundiais fazem com que esta paixão nacional esteja ainda mais aflorada no dia a dia dos brasileiros. As cores verde e amarela predominam nas ruas e os campos de futebol relembram os últimos lances da partida do dia anterior.
Para o Dr. Geraldo Ribeiro Neto*, a prática de qualquer esporte traz muitos benefícios para a saúde, e o futebol não fica atrás. Mas para que os resultados sejam positivos, é preciso estar atento a certos cuidados. “Algumas atitudes são fundamentais para a prevenção de lesões musculares e articulares, como o aquecimento prévio, o alongamento (estiramento) e a redução gradual da atividade”, conta o médico. “O aquecimento deve ser realizado antes de iniciar a partida. Exercitar-se com passo calmo durante 3 a 10 minutos aquece os músculos o suficiente para torná-los mais flexíveis e resistentes.”
Dependendo da posição em que o jogador atua, o futebol pode ser uma atividade de resistência ou um exercício cardiovascular. Em condições competitivas, uma hora de partida pode representar a queima de até 700 calorias.
Dentre os benefícios que a atividade pode proporcionar, o Dr. Geraldo destaca a redução do peso e da gordura corporal, a manutenção do peso corporal, a diminuição (ou prevenção) da hipertensão arterial, o incremento da força e da massa muscular, o aumento da densidade óssea, a melhora da resistência cardiovascular e a redução do estresse e da ansiedade.
O professor de educação física Mauricio Faccio** lembra que é importante levar em consideração os fatores sociais e psicológicos que um esporte coletivo proporciona. “A atividade em grupo auxilia o bem-estar físico e mental e, consequentemente, contribui para a promoção da saúde”, diz.
Os profissionais explicam que a prática do futebol exige o trabalho de todos os grupos musculares, mas em especial o dos membros inferiores, como os músculos da tíbia, panturrilhas, coxas, glúteos, costas e abdome. “Esse grupo muscular deve estar sempre bem preparado para suportar a carga forte e exaustiva de um atleta ou a prática inicial ou despreparada de um frequentador amante desse esporte”, ensina Mauricio.
Uma avaliação física minuciosa, na qual são observados função cardiopulmonar, pressão arterial, peso, altura, histórico familiar, dentre outros, é indicada a todas as pessoas que queiram iniciar a prática de qualquer atividade física. O Dr. Geraldo explica que “nesse exame o médico avalia se o paciente apresenta algum fator limitante do ponto de vista ortopédico, fraturas prévias, contusões anteriores e, se necessário, solicita a realização de exames complementares”.
Outros fatores muito importantes para se prevenirem acidentes são as vestimentas adequadas, como chuteira com travas de borracha ou alumínio na sola para a prática do futebol de campo, e a presença de um educador físico que oriente sobre a carga de treinamento adequada para todos os tipos de pessoas e faixas etárias.
“Atento a tudo isso”, diz Mauricio, “é só se divertir e sonhar em ser aquele grande craque de futebol!”
*Geraldo Ribeiro Neto é médico graduado pela Universidade de Alfenas (UNIFENAS) e atua no Hospital Santa Marcelina e na Companhia Athletica Anália Franco.
**Mauricio Faccio é formado em Educação Física pela FEFISA – Faculdades Integradas e pós-graduado em fisiologia do exercício pela Escola Paulista de Medicina (EPM/UNIFESP). Ministra aulas de futsal na Companhia Athletica Anália Franco e na APAE (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais).