Exercícios aeróbios e anaeróbios
Saúde
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Saiba qual a diferença entre eles e em que proporção você deve realizá-los para ganhar um corpo saudável e bonito.
Você sempre ouviu que é preciso fazer um treino equilibrado, alternando exercícios aeróbios e anaeróbios, mas sabe o que cada tipo significa e quais os benefícios que causam ao seu organismo?
Os aeróbios são os que aumentam o consumo de oxigênio e a frequência cardíaca, como correr, caminhar, andar de bicicleta, nadar, remar, andar de patins. Nestas atividades, braços e pernas são movimentados com vigor, aumentando a frequência cardíaca e respiratória.
Já os exercícios anaeróbios são de curta duração, necessitam de pausas e têm como objetivo principal o aumento da massa muscular. Eles são feitos com pesos, caso da musculação (que se utiliza de halteres) e das flexões de braços (que contam com a resistência do próprio corpo).
"Basicamente, enquanto os aeróbios queimam gordura, os anaeróbios constroem músculos", diz o personal trainer Eduardo Veiga. Mas além de ajudar você a se livrar dos quilos extras, os exercícios aeróbios são responsáveis por aumentar o pique, pois fortalecem a capacidade pulmonar, aumentando a resistência à fadiga.
Eles também ajudam a reduzir o estresse, fortalecem o sistema imunológico e o sistema cárdio-respiratório, melhoram a qualidade do sono e do humor, contribuem para a diminuição dos sintomas da ansiedade e da depressão, devido ao aumento da produção do neurotransmissor serotonina.
Exercícios que se completam
Exercícios aeróbios e anaeróbios são diferentes e se completam. Para que a ação de cada tipo seja mais eficaz e você consiga alcançar resultados satisfatórios é necessário combiná-los com a ajuda de um professor de educação física.
Segundo Veiga, o profissional deve exigir do aluno adolescente que queira praticar musculação um exame ou atestado médico que mostre se seu crescimento está ou não consolidado. "Alguns jovens com 16 anos, por exemplo, já estão aptos a fazer todo tipo de exercício com peso, enquanto outros ainda não", alerta ele.
O professor garante que não existem exercícios ruins, apenas os mais adequados para cada pessoa. Nesta fase da vida, o mais recomendado é que o treino seja feito de três a cinco vezes por semana e não ultrapasse 1 hora e meia, sendo os primeiros 30 minutos de exercícios aeróbios, seguidos de 20 minutos de alongamento e o restante de musculação. "Pode variar um pouco, mas a média é esta. Ir muito além é exagero".
Para completar, é fundamental investir na compra de um tênis de qualidade e apropriado para a atividade que pretende realizar. "E o mais importante: aprender a respeitar seus limites, pois quando o jovem se aventura a levantar mais peso do que o recomendado pelo professor pode carregar sérias sequelas por toda a vida", afirma o professor.
*Eduardo Veiga é personal trainer, professor de educação física com especialização em reabilitação pela FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas) de São Paulo.
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