Malhando no picadeiro
Saúde
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Aulas de circo ajudam a manter a forma, aumentam a concentração e o equilíbrio e ajudam até a perder o medo de altura.
As aulas de circo são uma alternativa interessante para quem gosta de malhar, mas quer experimentar novos desafios, longe das academias de ginástica ou dos esportes mais tradicionais. Praticar alguma atividade física é fundamental para diminuir o estresse, melhorar o condicionamento físico e manter a boa forma.
No caso dos exercícios circenses, eles aumentam também a capacidade de concentração e de equilíbrio e são capazes de tirar qualquer um da rotina.
"Além disso, ajudam a desenvolver o lado artístico escondido em cada pessoa e desenvolvem a capacidade de trabalhar em equipe, pois no circo ninguém faz nada sozinho, sempre é preciso a ajuda de outra pessoa para a realização de um número", revela Rosana Querubim Jardim*, diretora e administradora da Academia Brasileira de Circo.
O circo é um universo mágico, que povoa a fantasia mesmo de quem nunca assistiu a um espetáculo no picadeiro. A porta de entrada para este mundo de acrobatas e palhaços podem ser as aulas, permitidas a crianças a partir dos 7 anos de idade.
Para começar a frequentar a escola, os alunos devem fazer exames médicos e passar por avaliações com os professores, que vão indicar as modalidades mais indicadas para cada um. No ar ou no solo? Escolha sua modalidade!
Quem tem medo de altura, por exemplo, começa com atividades no solo - como salto, equilíbrio, acrobacia, contorção, parada de mão, malabares, cama elástica, pêndulo, rola-rola, adágio, bambolê, pirofagia, barras assimétricas, escada set (equilíbrio de uma escada com uma pessoa nela), cesto, escada marinha, arame.
Há também as aulas de magia, palhaço, perna de pau e globo da morte, que têm cursos separados. No caso do globo, é exigido que o praticante seja exímio ciclista.
As modalidades aéreas são: trapézio volante, trapézio simples, duplo trapézio, corda indiana, força capilar, tecido, elásticos, corda marinha, lira, quadrante, faixas, passeio aéreo e argolas.
Segundo Rosana, não há perigo na prática quando o aluno é acompanhado o tempo todo por um instrutor. Além disso, deve haver a proteção de colchões, cordas e cintos (lonja). "É importante lembrar que o aluno começa devagar e só quando melhora sua performance passa para o próximo estágio", afirma a professora.
Na primeira aula o aluno pode escolher se dedicar a apenas uma modalidade de exercício ou a várias. "Geralmente eles gostam de experimentar todas e são poucos os que desistem depois de algum tempo. O circo é realmente fascinante", diz ela.
As aulas têm duração de duas horas e o ideal é que a pessoa frequente o circo pelo menos duas vezes por semana. As roupas são as mesmas da academia, mas não há necessidade do tênis. Para a maioria dos exercícios se fica descalço ou de sapatilhas.
A frequência nas aulas é importante tanto se o objetivo for manter a forma quanto se apresentar para os amigos e a família. Isso porque as escolas costumam promover espetáculos em que as estrelas maiores são os alunos. Não é o máximo?
*Rosana Querubim Jardim é diretora geral e administradora da Academia Brasileira de Circo. É formada em Artes Cênicas pela Faculdade Paulista de Artes, em São Paulo. Trabalha como produtora e artista de circo há vinte anos.
Assunto:Família