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Pré-escolares: a fase da independência

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A fase pré-escolar é marcada pelo grande interesse da criança em conhecer o ambiente que a cerca.

Se a primeira infância é caracterizada pela rápida velocidade de desenvolvimento da criança, a idade pré-escolar é uma fase onde a taxa de crescimento diminui consideravelmente.

O pediatra Dr. Mauro Fisberg e sua equipe* explicam que a idade pré-escolar corresponde ao período de vida que vai dos 2 aos 6 anos de idade, podendo sofrer variação de acordo com o calendário escolar de alguns estados brasileiros.

“Nesta fase, aumentam tanto a altura como o peso das crianças, entretanto, a velocidade é bem inferior quando comparada à primeira infância”, descrevem os especialistas. “Ocorrem uma série de modificações no formato e na composição do corpo, dentre elas, o alongamento das pernas, a perda de gordura corporal e o ganho de massa muscular”.

A transição da dependência total para a autonomia também é uma característica marcante do período. Dr. Mauro conta que a criança torna-se capaz de realizar funções como alimentar-se sozinha, além de adquirir uma boa capacidade de comunicação. “Há também um grande interesse pela exploração do ambiente que a cerca”, ressalta.

Assim como na primeira infância, os cuidados com a alimentação e a estimulação dos pequenos devem ser observados na idade pré-escolar. “As crianças têm menos apetite nesta fase, portanto, ocorre o consumo de porções menores. Da mesma forma, as preferências por determinados alimentos começam a ser nítidas, havendo a recusa daquelas preparações que as desagradam”, ensina a equipe de nutricionistas.

Os pais devem ficar atentos caso a criança brinque muito com a comida (na esperança de que ela desapareça do prato), só aceite um determinado tipo de alimento ou leve tempo excessivo para realizar as refeições, já que a alimentação inadequada pode levar à carência de nutrientes como o ferro e a vitamina A, muito frequentes em nosso país.

Para prevenir este quadro, Dr. Mauro explica que a orientação alimentar deve fazer parte de toda a educação da criança: “Ela deve corresponder à cognição, conforme sua faixa etária, sendo que pode ser trabalhada por meio de conversas ou oficinas lúdicas”. E complementa: “Os pais ou cuidadores são os responsáveis não somente pela compra e preparo dos alimentos em casa, mas também por darem um bom exemplo do que é uma alimentação adequada. Deve-se lembrar sempre que pais com hábitos alimentares saudáveis terão os filhos nas mesmas condições”.

Segundo o pediatra, a preocupação dos pais em relação à alimentação das crianças é muito comum em toda fase pré-escolar. Para tentar prevenir ou corrigir o problema, ele aconselha que o horário das refeições seja um momento calmo e sem ansiedade. “Deve-se evitar punições e castigos frente a uma recusa alimentar, pois isso só fará com que a criança associe o ato de comer a algo ruim. O importante é não fazer desta situação algo estressante, tanto para os pais, quanto para criança”.

A equipe finaliza com uma dica: “Nunca substitua uma refeição por mamadeiras ou alimentos fora do contexto, como bolos, biscoitos e chocolates”. Esses alimentos, além de não fornecerem todos os nutrientes desejados, irão saciar a fome da criança e prejudicar seu apetite para a próxima refeição. A opinião dos profissionais é unânime: “Criança com fome come!”.

DURANTE OS PRIMEIROS ANOS DE VIDA, É ESSENCIAL OBSERVAR E RESPEITAR O CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO COMO ESTRATÉGIA PARA A PREVENÇÃO DE DOENÇAS. PROCURE SEMPRE O PEDIATRA OU O NUTRICIONISTA, PROFISSIONAIS QUALIFICADOS PARA ESCLARECER DÚVIDAS EM RELAÇÃO À ALIMENTAÇÃO DA CRIANÇA.

*Mauro Fisberg é pediatra, professor associado e coordenador clínico do Setor de Medicina do Adolescente da Unifesp e coordenador da força-tarefa Estilos de Vida Saudável ILSI Brasil.

Equipe de nutricionistas da Nutrociência Assessoria em Nutrologia que colaboraram com a matéria: Flavia de Conti, Abykeyla Melisse Tosatti e Carla Fiorillo.

Assunto:Família

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