Programas educativos, que estimulam a curiosidade e o raciocínio, podem contribuir para a formação dos jovens.
Os programas educativos exibidos na televisão podem ser utilizados para introduzir, aprofundar ou ilustrar os conteúdos do cotidiano de crianças e jovens. Mas é preciso que os pais fiquem atentos para evitar que a exposição ao aparelho seja a principal atividade dos filhos.
Estudos têm demonstrado que o simples fato de se deixar a televisão ligada atrapalha os esforços da criança em manter a atenção em suas brincadeiras. O resultado desse comportamento pode ter implicações no seu desenvolvimento cognitivo. É por isso que a Sociedade Americana de Pediatria não recomenda a exposição da criança à televisão antes dos 2 ou 3 anos de idade.
A psicóloga Susy Camacho* explica que existem algumas atrações recomendadas para as diferentes faixas etárias. “O programa recomendado é aquele que diverte, tem enredo, mas também introduz conceitos que auxiliam na formação da criança e, principalmente, que não apresenta elementos deseducadores, como palavras chulas, preconceito e violência. Eles devem estimular a execução de atividades como recortar e colar, desenhar, fazer brinquedos com sucata, ler e contar uma história.”
Para os adolescentes, são indicados os documentários que abordam questões ambientais, preservação do planeta, experimentos científicos ou mesmo minisséries com conteúdos de livros didáticos.
“É importante que o programa prenda a atenção pela previsibilidade ou pelo humor”, conta a psicóloga. “Ele deve desafiar a imaginação ao propor questões que não ofereçam as respostas imediatamente, estimulando a criança a raciocinar a respeito das hipóteses para solucionar as situações propostas.”
É papel dos pais orientar e mostrar as vantagens na escolha da programação adequada para a idade. Eles também devem acompanhar os filhos durante a exibição da programação e controlar o tempo de exposição. “Jovens que ficam muito tempo diante da TV tornam-se sedentários e deixam de executar atividades fundamentais para seu desenvolvimento, como ler, dormir, brincar e interagir com os colegas.”
Com moderação e responsabilidade, a televisão pode ser incluída como atividade de lazer da família. Converse com seus filhos e, sempre que possível, desfrutem desses momentos juntos.
*Suzy Camacho é psicóloga e trabalha com psicoterapia infantil e de adolescentes. É autora do livro "Guia Prático dos Pais", indicado pela Paulinas Editora como obra de orientação aos pais na Feira Internacional do Livro, em Frankfurt (Alemanha, 2007).