Aprendendo a criar
Bem-Estar
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As brincadeiras em família ajudam a criança a desenvolver seu potencial criativo, além de aproximar pais, filhos e irmãos.
Ser criativo é importante em todas as fases da vida. Os criativos propõem novas idéias e buscam soluções diferentes para um mesmo desafio. A criatividade é tão importante que, no mundo profissional, tornou-se pré-requisito, por isso é fundamental estimulá-la desde a infância . Uma das maneiras de fazer isso é brincando, e os pais devem investir seu tempo nisso.
A psicopedagoga Maria Irene Maluf* explica que brincar é interagir, criar, manipular, desenvolver funções motoras e de raciocínio. Junto com os jogos, as brincadeiras facilitam o aprendizado e ajudam a criança a ter noções da vida em sociedade.
"São processos de experimentação da realidade, com regras e relações afetivas que abrem possibilidades para a mente ser criativa", afirma a especialista. Tais atividades facilitam a aprendizagem , a socialização, a interação com o outro (indispensáveis à adequada construção do raciocínio), o respeito às regras, a resistência à frustração e à autoconfiança, a troca de conhecimentos, a camaradagem.
"A família é o centro da vida da criança. Também é entre os seus que ela treina, sem constrangimentos, sua capacidade de jogar, de aventurar-se em atividades novas", explica Irene.
Segundo a psicopedagoga, a dificuldade de aprendizagem é comum em crianças que têm dificuldades para brincar. "Aprender é saber lidar com regras , com o risco, a frustração, o novo. E essa lição vem do ato de brincar, do desejo de saber."
A especialista sugere brincadeiras conforme a idade da criança. Confira:
Bebês até 1 ano devem ter móbiles e brinquedos presos ao berço e carrinho (de pano ou plástico macio, sem pontas ou com partes que se soltem, atóxicos e coloridos). Além dos brinquedos para a hora do banho, dos tapetes acolchoados e chocalhos.
Entre 1 e 2 anos , eles pedem objetos com rodinhas. Aos 2 anos, invista em atividades ao ar livre e diversão com carrinhos, peão, triciclo, balanço e mini escorregador. Nesta fase, inicie a leitura de historinhas e deixe-a folhear livros de pano, que não rasgam. Giz de cera grosso, massinhas, tintas e pincéis são outras alternativas, além dos brinquedos de encaixar, instrumentos musicais, fantoches, marionetes e dedoches.
Por volta dos 3 anos , o pequeno começa a gostar do mundo do faz-de-conta. Hora de investir em bonecas e objetos em miniatura do cotidiano, como panelinhas, pratos e ferramentas. Todos os brinquedos que permitam encaixar, empilhar, pintar e pedalar são ótimas sugestões.
A partir do quarto aniversário , boas dicas são os jogos de memória, os quebra-cabeças, blocos, dominós, a bicicleta de rodinhas, o teatro de sombras, um kit de jardinagem ou horas no playground. A criança começa a se interessar pelo computador, por cantar e, mais do que nunca, pelas tintas, lápis de cor e massinhas de modelar.
Dos 5 aos 7 anos , ela aprecia a semelhança com a realidade, por isso gosta de brincar de escolinha, de jogos com bola e tabuleiro, brinquedos de controle remoto, bicicleta. Soltar pipa também é uma ótima idéia.
A partir dos 7 e até os 10 anos , a criança passa a apreciar jogos de regras, que ajudam a desenvolver a consciência, a prática e a interação social, desafios no computador, esportes e música. É uma boa fase para presentear com livros, álbuns de lembranças e diários.
* Maria Irene Maluf, psicopedagoga, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia.
Assunto:Família