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Mande os problemas respiratórios para longe

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Crises de rinite, asma e as viroses são muito comuns nesta época, mas é possível ficar longe delas, ou, pelo menos, adiar seus sintomas.
No inverno, os problemas respiratórios se tornam mais frequentes. Além disso, os sintomas de quem sofre de asma e rinite se agravam nesta estação do ano. Segundo a alergologista Ariana Campos Yang*, há maneiras de contornar o problema com medidas simples dentro de casa, aliadas a tratamentos médicos e à prática de exercícios durante todo o ano.

Segundo a especialista, em 70% dos casos, doenças como rinite e asma surgem na infância e desaparecem antes dos 30 anos de idade. Mas quem não consegue se livrar delas tem de aprender a lidar com seus sintomas desagradáveis.

Em primeiro lugar, quem sofre destes distúrbios precisa de orientação médica. Além disso, é preciso adotar a prática regular de atividades físicas, pois o bom condicionamento melhora a capacidade respiratória.

"Durante as crises, a prática de exercícios não é recomendada, mas fora delas é um hábito saudável e que auxilia no tratamento. Porém, é importante deixar claro que apesar de colaborarem com a melhora da capacidade pulmonar, exercícios sem a ajuda de um tratamento médico não resolvem o problema", diz a médica.

Muito se fala dos benefícios da natação para pessoas que sofrem de males respiratórios. Contudo, a médica alerta que, apesar de ser uma atividade física completa, que trabalha todos os músculos, com ênfase na respiração, o cloro usado para o tratamento da água nas piscinas é um agente irritante para pacientes que sofrem de rinite. "Como 80% dos asmáticos têm rinite, as piscinas salinizadas, sem adição de cloro, são as mais indicadas", lembra a especialista.

Ataque os fatores desencadeantes

Os fatores desencadeantes mais comuns das alergias, especialmente durante o inverno, são as mudanças bruscas de temperatura, a exposição à poluição ambiental (que se agrava neste período de seca) e aos ácaros, aracnídeos que são considerados poluentes biológicos. O mais comum deles, encontrado dentro de nossas casas, são os dermatofagóides, que se alimentam de pele.

Eles se proliferam especialmente nos colchões, travesseiros, carpetes, tapetes, estofados, edredons, colchas, lençóis, mantas e roupas fechadas no armário. Portanto, antes de usar peças de inverno que estão guardadas há meses, é preciso lavar e frequentemente colocá-las ao sol.

"Este último procedimento ajuda a matar os ácaros. Mesmo assim, eles ainda provocam alergias. O mais recomendado para se ver livre deles é embalar os colchões e travesseiros com capas especiais de material sintético, encontradas em lojas especializadas. Também é aconselhável a fazer a faxina com aspiradores de pó e passar pano úmido em estrados e guarda-roupas", afirma a alergologista.

Todos estes cuidados são importantes porque ao reduzir o grau de exposição aos fatores irritantes, as chances dos sintomas da asma e da rinite surgirem diminui drasticamente, além dos riscos de uma virose. "Quando o organismo não se expõe em casa a estes agentes, as crises fora do ambiente doméstico também demoram mais a se desencadear".

Em casos de emergência, quando a alergia está incomodando muito, a médica indica a lavagem nasal com soro fisiológico (coloque o soro em temperatura ambiente nas palmas das mãos e aspire). E não esqueça de procurar um profissional, para que ele possa passar os tratamentos mais adequados a você.

*Dra. Ariana Campos Yang, médica coordenadora do Ambulatório de Dermatite Atópica e Alergia Alimentar do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP). Especialista em alergologia e imunologia.

Assunto:Família

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