Papai Noel existe?
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Geralmente a criança só faz esta pergunta aos seis ou sete anos de idade, quando já desconfia de que se trata de um personagem de ficção.
Os pequenos adoram a história do Papai Noel, o bom velhinho que mora no Pólo Norte, mas viaja pelo mundo na véspera do dia 25 de dezembro, em seu trenó puxado por renas, entregando presentes a todas as criancinhas que se comportaram bem durante o ano.
Até os seis ou sete anos de idade é comum que as crianças acreditem realmente na existência desse personagem. "Só depois desta fase, quando entram na idade da razão, é que começam a perceber as incoerências que envolvem o personagem: a barba falsa, o tio que sempre some na hora da entrega dos presentes ou que o Papai Noel é a cara do papai", explica a psicóloga Suzy Camacho*.
Segundo ela, acreditar na fantasia do Papai Noel é importante para o desenvolvimento da criatividade e da imaginação infantil, mas não é preciso estimular a crença quando a criança começa a duvidar.
Por exemplo, se ela questiona sua existência, a psicóloga recomenda que os pais devolvam a pergunta ("o que você acha?" ), para saber quais informações ela tem sobre o assunto. "Se a criança responder que sim, então os pais devem confirmar, deixando que viva sua fantasia. Se a resposta for não, pergunte os motivos. Às vezes, a criança só diz isso porque ouviu um primo mais velho comentando, mas continua acreditando", diz Suzy.
Se realmente ela não estiver mais acreditando na história, a psicóloga recomenda que os pais falem sobre o conceito de solidariedade do personagem e o verdadeiro significado de uma data como o Natal. "Acho importante mostrar que, apesar do Papai Noel ser uma lenda , o carinho e a dedicação dele são características que devemos levar em consideração. Por exemplo: ele traz alegria, presenteia sem esperar nada em troca, é carinhoso", diz a especialista.
As crianças costumam aceitar bem a nova descoberta. Mas, se seu filho ficar decepcionado , que tal sugerir que ele seja o Papai Noel na festa deste ano? É uma brincadeira que o ajudará a lidar com o fim dessa ilusão. Só não vale antecipar a descoberta e acabar com a fantasia da criança antes da hora. Esse processo deve acontecer naturalmente e partir de seu filho.
Quanto aos presentes, reforce sempre que o preço não é importante. Para isso, vale incentivar os pequenos desde cedo a criar cartões para os pais, tios e avós, com seus desenhos e pinturas. "Essa é uma forma simples de lembrar, de agradar às pessoas queridas e mostrar que os presentes não precisam ser caros". Feliz Natal!
*Suzy Camacho é psicóloga infantil, terapeuta familiar e autora do livro "Guia Prático dos Pais" (Editora Paulinas). Formou-se pela FMU São Paulo em 1984. Trabalha há doze anos com psicoterapia infantil e de adolescentes.
Assunto:Família