São vários os fatores que contribuem para a saúde auditiva, dentre eles, o controle de decibéis e a alimentação equilibrada.
O que seria de um filme ou de uma novela sem uma boa música? As melodias fazem bem ao corpo e às emoções e ajudam a compor a trilha sonora da vida de crianças, jovens e adultos.
Mas o que muita gente esquece é que ouvir música em um volume adequado é fundamental para manter a saúde auditiva. Além disso, quando estipulamos um volume baixo para a música que estamos ouvindo, exercitamos nossa cidadania, demonstrando respeito às pessoas que nos cercam. Mas, infelizmente, a realidade é outra, pois estudos apontam um aumento na incidência de perda auditiva entre os jovens.
Segundo a Dra. Tanit Ganz Sanchez*, a falta de cuidados ao se utilizar fones de ouvido, brinquedos eletrônicos, caixas de som e fogos de artifício são algumas das principais causas de zumbido entre essa população. “O zumbido é um barulho no ouvido que, geralmente, expressa perda auditiva. Ele pode ser detectado, por exemplo, antes de dormir, quando existe silêncio”, explica.
E não é apenas o som alto que prejudica a audição. A especialista conta que situações de estresse e alimentação inadequada também são fatores que contribuem para a manifestação do zumbido. “Quando o assunto é alimentação, devemos ficar atentos ao excesso de consumo de doces, gorduras e cafeína e evitar o jejum prolongado.”
Na hora de comprar um fone de ouvido, a dica é escolher aquele com boa vedação, que isole o som ambiente, evitando que o jovem tenha de aumentar o volume para escutar melhor. “O ouvido fica seguro quando os sons não ultrapassam 85 decibéis”, ensina a Dra. Tanit. “Existem algumas regrinhas básicas para saber se estamos respeitando esse limite: se a música for ambiente, fique atento sempre que precisar falar mais alto para ser entendido; se estiver com fone de ouvido, o alerta ocorre ao perceber que as pessoas a sua volta também estão escutando o que sai do seu aparelho sonoro.”
A outra dica é para os pais, que podem ajudar no controle de decibéis e no tempo de exposição aos aparelhos. “O conselho é manter o som em um volume mediano e por no máximo duas horas.”
Ficou com vontade de ouvir a sua música preferida? Então, siga essas dicas e preserve a sua saúde e o bem-estar de quem está a sua volta.
*Tanit Ganz Sanchez é otorrinolaringologista, professora livre-docente pela Faculdade de Medicina da USP e autora do livro “Quem Disse Que Zumbido Não Tem Cura?”. Atua como diretora-presidente do Instituto Ganz Sanchez de Otorrinolaringologia, presidente da Associação de Pesquisa Interdisciplinar e Divulgação do Zumbido e idealizadora da Campanha Nacional de Alerta ao Zumbido.