Nas férias, queremos mais é aproveitar para viajar, certo? Se você conseguiu aquela folguinha e está planejando viajar de avião com seu filho, provavelmente já deve ter se desesperado ao pensar na quantidade de apetrechos e objetos que terá de levar nas malas, certo? Mas isso não deve causar estresse, muito pelo contrário. Batemos um papo com Nanna Pretto do blog Dica de mãe, e ela nos trouxe ótimas sugestões para você tirar de letra esse momento. Confira.

Foto enviada por Nanna Pretto
Lá no meu blog, já tinha relatado algumas peripécias minhas com Gabriel nas nossas viagens para a Bahia. Sim, o menino é viajado na ponte aérea São Paulo – Salvador (eu vim para SP, mas minha família continua toda lá). E desde que ele nasceu, em 2008, a gente já aprendeu muita coisa - certa e errada - entre uma decolagem e outra.
Na época das férias, o desespero começa na arrumação de malas. Criança tem tralha! E a gente não pode se esquecer de nada. Como minha família está em Salvador, já adotei algumas regras para minimizar o excesso de bagagem.
- Fralda, leite, papinha, lenço umedecido e outros itens são comprados lá. Nada vai na mala.
- Alguns brinquedos já ficam no armário da casa da vovó baiana: baldinhos de praia (pense na dificuldade de levar o kit praia na mala!), skate, lego, piscininha, boia... Gabriel tem esses brinquedos aqui, em São Paulo, e em Salvador.
- Toalha de praia e de banho, paninho de boca, chupetas e mamadeiras. Quando ele as usava, a gente também tinha uma reserva técnica na Bahia e só levava aquelas que eram xodós.
Bem, retirando esses itens do checklist, a mala já diminui consideravelmente. Mas ainda temos um problema: a bagagem que vai no avião e a que vai ser despachada.
Como na primeira viagem que fizemos ele tinha dois meses (e eu fui sozinha), confesso que pequei por menos do que por mais. E, algumas vezes, isso já foi problema. Mas carregar criança, mala, bebê conforto, bolsa, celular, papinha... Socorro! É muita coisa. Então, estabeleci a seguinte regra: a minha bolsa vai na mala a ser despachada, e todo o resto vai numa mochila, às costas. Assim, eu fico com mãos, ombros e braços livres. Lembrando que criança até 24 meses não paga passagem, mas também não tem direito à bagagem. São singelos 5 kg que, aqui para nós, não valem para quase nada. Ah, mas o carrinho e o bebê conforto não contam!
A tal mochila, que ia às costas quando Gabriel tinha menos de um ano, era composta por: um pouco de lenço umedecido (nunca o pacote todo, pois ocupa muito espaço); duas fraldas; um trocador; uma muda de roupa; um casaquinho; uma manta; minha carteira; meu celular; um par de fones de ouvido para quando Gabi adormecia. Diversão para a mãe também vale!
E só. No nosso caso, eram duas horinhas de voo. A conta era suficiente.
Para os bebês que já não mamam mais no peito, vale ter um pote de papinha, um leitinho, um suquinho ou algo para oferecer na hora da decolagem e da aterrissagem, por conta da dor de ouvido. O ideal é o bebê mexer o maxilar nessas horas, para ajudar na despressurização do ouvido.
O carrinho é um caso à parte. Minha experiência de ir com o carrinho de bebê até a porta da aeronave foi péssima. Porque ao retirá-lo da esteira, lá no nosso destino, ele estava imundo e faltando peça. Despachar no check-in é complicado porque não dá para ficar com criança pequena o tempo todo no colo. Então, vamos às opções: algumas companhias aéreas disponibilizam carrinho de bebê que pode ir até a porta do avião. Perguntar sobre o serviço é sempre válido, porque ele quebra um supergalho.
A segunda dica é pedir um saco plástico, o mesmo que eles embrulham os carrinhos no check-in, para levar até a porta da aeronave. Dessa forma, ao entregar o carrinho a ser arremessado no bagageiro, você o protege com o plástico.
O bebê conforto eu nunca levei no avião. Mesmo na primeira viagem, com dois meses, Gabriel foi no canguru, aquela mochilinha para bebês que a gente carrega no corpo, virada para a frente. Menos trambolho e peso para carregarmos. Ele ficou ótimo, e eu com as mãos livres para nos acomodarmos bem. Vale experimentar!
Agora que Gabriel tem três anos e meio, “quase quatro” na contagem dele, a técnica de embarque mudou. São duas mochilas: a minha, com minhas coisas e um kit extra para ele (casaco, camiseta, cueca e lanchinho), e a dele, com os brinquedos preferidos que ele leva à mão com todo o zelo do mundo.
Sim, eles vão crescendo e tudo vai ficando mais fácil, acredite! E, depois de quase dez viagens de avião para Salvador, posso dizer que tanto eu como ele ganhamos bastante experiência na logística de voo. E temos, todos, uma boa viagem!