Ser mãe é maravilhoso, mas requer muita dedicação, paciência e atenção quase em tempo integral aos pequenos. Juntando esses fatores à realização de se tornar mãe, muitas mulheres esquecem seu outro lado, o de amante, e acabam deixando o relacionamento com seu companheiro para depois. Para falar sobre esse tema e dar dicas para que o “lado mulher” não seja esquecido, contamos com a ajudinha de Claudia Leonardi, do Blog da Clauo. Vale a pena ler.

Foto enviada por Claudia Leonardi
Refletindo sobre o tema deste post e o convite para escrevê-lo, faço uma volta ao passado, antes até de as crianças nascerem.
Enquanto profissional – sou psicóloga, além de blogueira apaixonada – aprendi a duras penas que a teoria, na prática, é muito diferente. O que eu orientava enquanto profissional fazia ao contrário enquanto mãe. Sim, a gente sofre, chora, acha que não tem mais jeito, mas tem, sim! Para tudo tem solução, e todo sofrimento traz crescimento, sim, senhora! Ainda bem, né?!
Sabe aquela história da plantinha, que além de regar, você tem de tirar as ervas daninhas, adubar, colocar para tomar sol, conversar? A chama do amor também é desse jeito, pelo menos, eu penso assim.
Vou contar um pouco da minha experiência aqui para vocês. Fui casada durante dez anos e tive dois filhos lindos, que são uma das minhas maiores razões de viver. Não casei grávida, as duas gestações foram superplanejadas, eu acreditava que estava preparada para ser mãe e até hoje não me arrependo de nada, mas se pudesse, na parte amorosa, ficaria mais atenta a várias coisas...
Tanto a Letícia quanto o Gabriel são supersaudáveis desde bebês, mas eles não gostavam muito de dormir. Ambos só foram dormir a noite toda depois de um ano, e eu vivia morta, com sono picado e atrasado. Parece fácil justificar, mas quando eles dormiam, o que eu mais queria era dormir também! O relacionamento com meu marido começou a esfriar. Sentia remorso, mas entrei num piloto automático e deixei para resolver depois. Adivinha o que aconteceu? Claro que não só por isso, mas acabamos nos separando, de comum acordo, quando o Gabriel estava para completar um ano.
Há quatro anos, casei de novo com um homem maravilhoso, que veio também de outro relacionamento. Ambos estávamos mais maduros e vividos, conscientes e cuidadosos para não repetir os mesmos erros. Hoje moramos nós quatro, eu, maridão, Letícia e Gabriel. Convivemos muito bem, temos respeito e muito amor.
Atualmente acredito que conseguimos um equilíbrio bem legal. A cada quinze dias, as crianças passam os finais de semana na casa do pai – que também casou outra vez. Nesses períodos, aproveitamos para passear, namorar, viajar, curtir um ao outro. Todo relacionamento entra na fase da rotina, e é aí que tem de redobrar o cuidado! Buscar surpreender o parceiro, pequenos gestos, deixar claro o quanto você ama e deseja a pessoa amada é fundamental também para manter a chama acesa. E, assim, caminhamos e crescemos, superando dificuldades nesta aventura deliciosa que é viver...
Aí, você pode dizer: “Ah, mas assim é fácil. Eu, ao contrário de você, Clauo, não tenho com quem deixar as crianças, como faço?”. Eu respondo: use a criatividade. Tem uma mãe, avó, tia, irmã disponíveis? Não? Combine com alguma amiga um revezamento. Num final de semana, ela fica com suas crianças e, no outro, você fica com as dela. Claro que não é para abusar, mas muitas pessoas queridas podem ajudar nessas horas e vão ficar felizes com a oportunidade. Saia com seu amor. Não se sinta egoísta por isso. Vá ao cinema, jante fora, ande de mãos dadas, olhe nos olhos, diga o quanto ele lhe faz bem e o quanto você o deseja. É bom demais falar e ouvir essas coisas. Nunca é demais e, por mais que saibamos, é sempre bom reforçar! Namore! Se não for possível sair, coloque as crianças um pouquinho mais cedo na cama no fim de semana. Faça um jantar gostoso, coloque uma música baixinha e o convide para dançar, assim, no meio da sala.
Cuide de você também. Quando estamos de bem conosco, com a autoestima lá em cima, tudo fica melhor. Sentir-se bonita é fundamental para alimentar o desejo. Invista em você! Antes de ser mãe, você é mulher. Cuide de você com a mesma dedicação que cuida dos seus filhotes. Procure fazer exercícios, se arrumar mais, ter alguns momentos seus. Eu sei que com as crianças pequenas isso costuma ser bem difícil, mas um tempinho para você faz uma diferença incrível, e os resultados costumam ser ótimos!
E você, como faz para manter a chama do amor acesa, depois de ser mãe?