“Bonzinhos ou vilões”, eles existem?
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“Bonzinhos ou vilões”, eles existem?

Somos diariamente bombardeados por muitas informações a respeito dos alimentos, o que acaba nos deixando ainda mais confusos. Uma hora o ovo é vilão, outra hora ele não é tão vilão assim e deve ser incluído na alimentação. E, nesse universo de “vilões” ou “bonzinhos”, como garantir uma alimentação balanceada para as crianças?

Em primeiro lugar, é importante esclarecer que não existem alimentos “vilões” que devam ser excluídos totalmente da alimentação. Tudo pode ser consumido desde que em quantidades adequadas e combinado com outros alimentos que complementarão a alimentação de forma quilibrada. Não existem alimentos proibidos, mas, sim, quantidades inadequadas. É muito mportante olhar para a alimentação de uma maneira global e garantir que ela forneça os utrientes de uma maneira balanceada e em quantidades adequadas.

Procure equilibrar o consumo de todos os alimentos: frutas, verduras, legumes, leites e derivados, cereais, tubérculos, feijões. Além, claro, de estimular uma vida ativa, como a prática de esportes e de atividades ao ar livre.

A formação de bons hábitos alimentares começa em casa. A criança vai aprender a comer adequadamente com a experiência, a observação e a educação. A restrição dos alimentos preferidos dela acaba estimulando o maior consumo deles. Por isso, procure balancear as preferências com outros alimentos, incentivando o seu consumo de maneira positiva.

DICAS PARA UM CAFÉ DA MANHÃ EQUILIBRADO:

  • Monte uma mesa de café da manhã bonita, colorida, com diferentes opções para que a criança possa escolher e participar da decisão
  • Faça da refeição um momento agradável de união e encontro da família. A criança se sentirá acolhida e relacionará o café da manhã com um momento de prazer, e não de obrigação
  • Convide seu filho para montar a mesa do café da manhã com você deixando-o opinar sobre quais alimentos farão parte da mesa
  • Lembre-se de incluir alimentos que seu filho gosta e mesclá-los com outros alimentos para estimular a experimentação
  • Não crie um ambiente de pressão e obrigação ou recompensa. Respeite as vontades da criança e ao mesmo tempo estimule de forma positiva o consumo de outros alimentos
  • Os hábitos e preferências dos membros da família influenciam diretamente os hábitos da criança. Por isso, é muito importante que as opções sejam iguais para todos e que a criança não se sinta excluída.

Para informações individualizadas, sempre procure um profissional de saúde e/ou nutricionista.

Nescau®

Escrito pela

Dra. Lia Takeyama