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Dicas para deixar seu consultório mais sustentável

Nestlé Faz Bem

Nosso planeta pede atitudes conscientes no dia a dia. Confira estratégias para economizar água e reduzir a produção de lixo

Dicas para deixar seu consultório mais saudável.

Reduzir, reciclar e reutilizar: os 3 Rs da sustentabilidade no dia a dia do seu consultório

Por Estúdio Abril Branded Content

Lá se vão mais de 30 anos do surgimento do conceito de desenvolvimento sustentável, que engloba maneiras de suprir as necessidades do presente sem, no entanto, comprometer as gerações futuras. Portanto, não é de hoje que cientistas chamam a atenção para a urgência no zelo com o meio ambiente.

A nutricionista Mariana del Bosco, professora na pós-graduação no Senac, em São Paulo, confessa que tem se preocupado mais com sustentabilidade depois do nascimento das filhas e questiona como estará o mundo daqui a 50 anos. “Mudanças são necessárias, e se cada um fizer seu papel, mesmo que seja um trabalho de formiguinha, o resultado vai ser positivo para o planeta”, defende.

Mariana observa uma maior consciência ambiental tanto no campus quanto na clínica. “No Senac já não há mais copos de plástico, e oriento meus pacientes a carregar garrafas e canecas”, relata. Também há maior critério na escolha de alimentos, o que inclui a análise de embalagens.

O mesmo movimento ocorre na NutriOffice, na capital paulista. “Aqui optamos por utensílios de vidro para servir água e café”, comenta a nutricionista Gabriela Parise.

Partindo do primeiro R, que tal reduzir?

Além de substituir itens descartáveis, outras estratégias diminuem a produção de lixo e a emissão de poluentes. A tecnologia é uma grande aliada, já que hoje tudo pode ser digitalizado. “Os recibos e planos alimentares vão direto para o e-mail ou WhatsApp do paciente”, exemplifica Mariana. Impressão no papel se tornou coisa do passado. E mesmo quando não dá para escapar, a sugestão é usar frente e verso das folhas, sempre que possível.

Vale ainda avaliar o exagero em apetrechos de escritório e comprar só o que é realmente indispensável, priorizando itens elaborados com matéria-prima sustentável e biodegradável.

Outra redução bem-vinda é a do consumo de energia elétrica:

  • Desligue equipamentos eletrônicos quando não estiverem em uso.
  • Apague as luzes.
  • Troque as lâmpadas incandescentes por LED, o que vai impactar em economia de até 90%, sem contar que a vida útil desses tipos é maior e eles geram menos calor.
  • Use aparelho de ar condicionado com certificado de economia de energia.
  • Lance mão de floreiras nas janelas – elas deixam tudo mais bonito e também colaboram no controle da temperatura do ambiente.

Atenção para com o uso de água é mais uma medida urgente. Dados do relatório do 8º Fórum Mundial da Água revelam que 884 milhões de pessoas encontram-se privadas de água potável.[1] “Um dos maiores desafios é o de conscientizar a população sobre esse tema”, opina Gabriela Parise. E os profissionais de saúde são, claro, agentes de propagação dessa conscientização.

  • O uso de torneiras e bebedouros com temporizador no consultório ajuda a evitar o desperdício.
  • Alguns modelos de torneira automáticos são capazes de poupar 40% se comparados aos convencionais, de acordo com a Sabesp, a companhia de água e esgoto de São Paulo.[2]
  • TBacia sanitária com caixa de descarga acoplada também pode economizar 50% em relação às comuns.
  • Cuidados com a manutenção do encanamento previnem vazamentos e são fundamentais nesse contexto.

Vale reutilizar

O segundo R da sustentabilidade, ou seja, reutilizar, tem tudo a ver com criatividade. Dar novos usos ao que poderia ir direto para o lixo é uma atitude que, de quebra, pode ajudar a decorar o consultório.

Latas de leite Ninho®, de Neston e de Nescau servem de vasos para ervas aromáticas, suculentas ou outras espécies. Até pimenta-malagueta pode ser cultivada nesses utensílios. É importante cuidar para que recebam luz do sol em alguma hora do dia e se informar sobre poda e rega de acordo com a variedade. Já latinhas como a de Leite Moça ficam lindas como porta-lápis.

Não deixe de reciclar

Quanto ao terceiro R, o de reciclagem, há pelo menos uma boa notícia. Segundo a Associação Brasileira de Alumínio, Abal, o Brasil está entre os países líderes em reciclagem de latas. Mas há bastante para ser feito, especialmente em relação aos resíduos plásticos, que, muitas vezes, acabam nos oceanos e prejudicam a vida marinha.

  • No consultório, o primeiro passo é verificar aquilo que ainda serve e deve ser reaproveitado.
  • Separe o que vai ser descartado para posterior reciclagem. Há bairros que contam com serviço de coleta seletiva e também existem postos de reciclagem em redes de supermercados, por exemplo. É possível ainda lançar mão de aplicativos como o Cataki para encontrar os catadores de recicláveis mais próximos.
  • Para esclarecer mais dúvidas sobre reciclagem, acesse Ecobot: https://www.instagram.com/p/B8O_CgIpAm9/

Por fim, vale destacar um estudo da Universidade Harvard, feito com 24 voluntários. A pesquisa mostra que um ambiente de trabalho sustentável, arejado, com entrada de luz natural e espaço para plantas, colabora na redução do estresse e aumenta a produtividade.[3]

Como se vê, não faltam bons motivos para zelar pela saúde do planeta – e tampouco faltam estratégias para conseguir um consultório cada vez mais sustentável.

Referências:

  1. [1]Relatório Final do 8° Fórum Mundial da Água. Disponível em: [http://8forum.ana.gov.br/portal/8forum/principais-documentos/documentos-da-fase-final]
  2. [2] Cartilha de uso racional de água da Sabesp. Disponível em: [http://site.sabesp.com.br/site/uploads/file/asabesp_doctos/cartilha_fecomercio.pdf]
  3. [3] Allen JG, MacNaughton P, Satish U, Santanam S, Vallarino J, Spengler JD. Associations of cognitive function scores with carbon dioxide, ventilation, and volatile organic compound exposures in office workers: a controlled exposure study of green and conventional office environments. Environmental Health Perspectives. 2016. Disponível em: [https://ehp.niehs.nih.gov/doi/full/10.1289/ehp.1510037?url_ver=Z39.88-2003&rfr_id=ori:rid:crossref.org&rfr_dat=cr_pub%3dpubmed]