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Plant Based: em novos tempos, abra espaço para alimentos de origem vegetal

Nestlé Faz Bem

A importância na ingestão de alimentos de diferentes origens para garantir alimentação saudável e sustentável a um novo tipo de consumidor.

Alimentos de origem vegetal são cada vez mais consumidos por pessoas preocupadas com a saúde, bem-estar e com o meio ambiente.

Alimentos de origem vegetal são cada vez mais consumidos por pessoas preocupadas com a saúde, bem-estar e com o meio ambiente.

Os hábitos de consumo têm mudado a cada dia. Os principais relatórios sobre as tendências na área de alimentos e bebidas apontam que existe um novo consumidor que prioriza a ingestão de plantas em sua alimentação, pois acredita que esse comportamento irá beneficiar sua saúde e também o planeta1.

Uma pesquisa do IBOPE, realizada em abril de 2018, apontou que 15% dos entrevistados se declaram vegetarianos. Nas regiões metropolitanas brasileiras, esse perfil de consumo cresceu em 75%, desde 2012. Para a nutricionista Samara Dias, já é possível também notar a mudança de comportamento nos consultórios. “Os pacientes estão mais preocupados com a sustentabilidade. Eles dizem que estão diminuindo ou já excluíram o consumo de alimentos de origem animal. Isso está acontecendo principalmente devido ao sofrimento dos animais. Essa é uma forma de poupar vidas e a exploração de seres vivos que sentem dor e têm sentimentos. Outro ponto usado para justificar o aumento do consumo de vegetais é o bem-estar pessoal, em função da melhora na digestão e no funcionamento do intestino. Eles garantem que se sentem melhor e digerem melhor a comida quando retiram os produtos de origem animal do prato”, relata.

Existem diferentes tipos de vegetarianos: vegetariano estrito, ovovegetariano, lactovegetariano, ovolactovegetariano e, recentemente, um novo perfil adepto a uma dieta semi-vegetariana, que mantém o consumo eventual de alimentos de origem animal. Esses são os autodenominados “flexitarianos”. Essa mais recente modalidade alimentar é escolhida por pessoas que adotam uma mudança de comportamento para reduzir o consumo de itens de origem animal, como carne, ovos, leite e derivados, no intuito de contribuir para a redução do impacto no meio ambiente. “Essas pessoas estão na mesma linha de raciocínio de quem já é 100% vegetariano, que é ter o objetivo de ser mais sustentável, poupar os animais, diminuir a emissão de gases e do consumo de água no processo de elaboração, plantio e colheita”, afirma Samara.

Os alimentos Plant Based são a base da alimentação vegana e vegetariana, e também atendem aos flexitarianos e pessoas que querem ser mais saudáveis. Acredita-se que uma alimentação mais equilibrada e variada, rica em alimentos de origem vegetal pode conferir benefícios à saúde humana e ao meio ambiente2. As evidências científicas mostram uma associação positiva entre o aumento do consumo de grãos, folhas, legumes, frutas e sementes e a redução da mortalidade por infartos, diabetes, doenças cardíacas e alguns tipos de câncer2. Os ativos responsáveis por essas ações positivas no organismo humano são os flavonoides, vitaminas, minerais, fibras e outros compostos bioativos3. Para Samara, a dieta plant based possibilita várias consequências positivas para a saúde. “Ao aumentar o consumo de alimentos de origem vegetal, substituindo, por exemplo, a carne por alguma leguminosa, você tem uma maior ingestão de fibras e de compostos bioativos antioxidantes. Com isso, há uma significativa prevenção de doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão, diabetes e até câncer, além da melhora no desempenho de atividades físicas e cognitivas”, diz Samara.

Ter um olhar especial para a nossa comida reflete na otimização da saúde humana e na sustentabilidade da terra. Mas uma alimentação saudável e sustentável não está ancorada em restrições, e sim, em escolhas que protejam a biodiversidade e possibilitem um consumo variado e saboroso, resgatando alimentos, preparações e hábitos culturais4. O importante é sempre buscar o equilíbrio!

por SPRIM Brasil

Referências:

  1. [1] IBGE- Diretoria de Pesquisa. Pesquisa de Orçamento Familiares 2017-2018. Primeiros resultados. Ministério da Saúde. Rio de Janeiro. 2019. Disponível em: [https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv101670.pdf]
  2. [2] Willett W, Rockström J, Loken B, Springmann M, Lang T, Vermeulen S et al. Food in the Anthropocene: the EAT–Lancet Commission on healthy diets from sustainable food systems. The Lancet. 2019. Disponível em [https://www.thelancet.com/commissions/EAT]
  3. [3] Lajolo, F.M et al. Alimentos Funcionais e compostos bioativos: avanças científicos, perspectivas e desafios. ILSI-Série de publicações científicas ILSI Brasil: Alimentos com propriedades funcionais e/ou de saúde. V.9. 2018.
  4. [4] Martinelli, S.S; Cavalli, S.B. Alimentação saudável e sustentabilidade: uma revisão sobre o desafio e perspectivas. Ciência e Saúde coletiva. n.11. Rio de Janeiro, nov. 2019. Disponível em [https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-81232019001104251&script=sci_arttext]