Esporte é vida

O poder transformador do esporte

TIRADO DA EDIÇÃO: Setembro 2019#82

Em março de 2018, a vida de Ewerton Gusmão Melo, então com 14 anos, mudou completamente. Levado pela mãe ao Centro Paralímpico Brasileiro (CPB), Ewerton, que desde os 11 anos se locomovia em cadeira de rodas por causa de sequelas de uma meningite, passou a praticar atletismo, descobriu o tênis de mesa, voltou a jogar futebol e, graças ao estímulo e às atividades desenvolvidas ali, voltou a andar sozinho. O esporte mudou a vida dele de uma forma que nem o jovem, nem sua família esperavam.

E foi a partir da premissa de que o esporte tem poder transformador que a Liga Nescau foi criada em 2015. O campeonato poliesportivo reúne crianças e adolescentes de 10 a 16 anos para competir em diversas modalidades.

Neste ano, a Liga Nescau estará ainda maior. Serão mais de 12 mil atletas e paratletas de escolas públicas e privadas, associações, ONGs e instituições de ensino disputando 19 modalidades em três capitais do país: São Paulo, Recife e Porto Alegre. “Acreditamos no poder transformador do esporte e em como ele pode ser um parceiro dos pais na formação das crianças. Por isso, a Liga Nescau é uma plataforma criada para estimular a prática esportiva, em um ambiente que preza, acima de tudo, pela inclusão”, afirma Abner Bezerra, gerente de marketing Nescau.

Muito mais que um hábito saudável, o esporte ensina valores, promove o convívio em grupo e lida com a autoestima de quem o pratica. É o caso de Matheus dos Santos Souza, de 18 anos, que há um ano é paratleta do vôlei e, assim como Ewerton, foi um dos destaques da Liga Nescau. “O esporte me sentir diferente, e perceber que, mesmo com meus limites, eu posso fazer o que gosto”, diz o jovem, que nasceu paraplégico. Confiança e, principalmente, superação também fazem parte da trajetória de Giullia Campos Cataldi, de 12 anos, que começou a jogar futebol aos cinco anos de idade. A seguir, conheça história dessas crianças de ouro.

“Mesmo com meus limites, eu posso fa-zer o que gosto. Es-tou mais feliz e mais confiante” - MATHEUS DOS SANTOS

VIRANDO O JOGO

Verônica HipólitoVerônica Hipólito, velocista campeã mundial e embaixadora da Liga Nescau


Um tumor no cérebro, um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e uma cirurgia para a retirada de 90% do intestino. Nada foi capaz de deter Verônica Hipólito, velocista campeã mundial e medalhista paralímpica. O esporte, por sua vez, surgiu na vida de Verônica antes dos problemas físicos. Praticou várias modalidades, entre elas judô e natação, sempre incentivada pelos pais a fim de vencer barreiras como a timidez.

Hoje, reconhecida como uma das melhores paratletas do mundo, ela conta que nem sempre sentiu apoio vindo de outras pessoas. “Tive vários casos de bullying e achei muito pesados, e o esporte me salvou”, lembra. “Quando tive o AVC, estava no ensino médio. Não esqueço que as pessoas apontavam e diziam: ‘olha lá a menina que teve um AVC e fez cirurgia na cabeça, olha como ela manca’. Aí comecei a correr, e cada vez mais rápido. Com o tempo, a menina que mancava, com AVC e tumor, era a mais rápida da minha escola, em São Bernardo, onde nasci. Era a menina que todo mundo queria no time ou parava para assistir em uma prova de atletismo. Então, o esporte ensina. O esporte salva!”.

A atleta que esteve no Parapan, no Peru, e no Mundial Paralímpico de Atletismo, na Suíça, diz que pretende demonstrar quanto o esporte e a educação podem levar outros jovens a lugares incríveis. “Compartilhar minha história e mostrar que tudo pode ser difícil, mas não impossível, me deixa feliz”, afirma ela.Verônica que sempre dá um “chega pra lá” nas adversidades, lembra: “Em todo momento pode aparecer alguém para te dizer que as coisas podem ser impossíveis. Mas só você decide se é ou não. Você faz o que quiser. O impossível não existe. Você constrói sua história.”

Um tumor no cérebro, um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e uma cirurgia para a retirada de 90% do intestino. Nada foi ca-paz de deter Verônica Hipólito, velocista campeã mundial e medalhista paralímpi-ca. O esporte, por sua vez, surgiu na vida de Verônica antes dos problemas físicos. Pra-ticou várias modalidades, entre elas judô e natação, sempre incentivada pelos pais a fim de vencer barreiras como a timidez.Hoje, reconhecida como uma das me-lhores paratletas do mundo, ela conta que nem sempre sentiu apoio vindo de outras pessoas. “Tive vários casos de bullying e achei muito pesados, e o esporte me sal-vou”, lembra. “Quando tive o AVC, estava no ensino médio. Não esqueço que as pes-soas apontavam e diziam: ‘olha lá a menina que teve um AVC e fez cirurgia na cabeça, olha como ela manca’. Aí comecei a correr, e cada vez mais rápido. Com o tempo, a me-nina que mancava, com AVC e tumor, era a mais rápida da minha escola, em São Ber-nardo, onde nasci. Era a menina que todo mundo queria no time ou parava para as-sistir em uma prova de atletismo. Então, o esporte ensina. O esporte salva!”.A atleta que esteve no Parapan, no Peru, e no Mundial Paralímpico de Atletismo, na Suíça, diz que pretende demonstrar quan-to o esporte e a educação podem levar outros jovens a lugares incríveis. “Compar-tilhar minha história e mostrar que tudo pode ser difícil, mas não impossível, me deixa feliz”, afirma ela.Verônica que sempre dá um “chega pra lá” nas adversidades, lembra: “Em todo mo-mento pode aparecer alguém para te dizer que as coisas podem ser impossíveis. Mas só você decide se é ou não. Você faz o que quiser. O impossível não existe. Você cons-trói sua história.”


GIULLIA CAMPOS CATALDI  - Jogadora de futebol, 12 anosGIULLIA CAMPOS CATALDI

Giullia foi ao primeiro treino de futebol ainda bebê, levada pela mãe, que precisava acompanhar a filha mais velha, Giovanna. O exemplo da irmã foi fundamental para que a menina se apaixonasse pelo esporte. Aos cinco anos, ela já mostrava que tinha talento com a bola, mas, somente ao sete conseguiu entrar em uma escolinha — e, como não havia turmas de meninas, treinou por algum tempo apenas com garotos. Hoje, Giullia é federada, defende o Guarulhense como meiaatacante. O sonho de Giullia é ser jogadora profissional, assim como seus ídolos Messi, Marta e Falcão. O ídolo brasileiro do futebol de salão é embaixador da Liga Nescau, e na última edição do evento, Giullia chegou a ganhar uma bola de futebol do craque. “Foi maravilhoso, uma experiênciaa incrível, até tiramos uma foto juntos.”



MATHEUS DOS SANTOS SOUZA - Paratleta do vôlei, 18 anosMATHEUS  DOS SANTOS  SOUZA

Matheus faz novos amigos onde chega. O rapaz de 18 anos, nascido em Recife e há cinco anos vivendo com a família em São Paulo, joga bola, anda de skate e treina cada vez mais sério o handvolei, também conhecido como vôlei sentado. E em cada esporte ele tem uma turma.

Ainda assim, quando mais novo, ele conta que não acreditava poder participar de competições. Sem as duas pernas desde o nascimento, ouviu de muita gente que ele não chegaria a lugar algum. “Nunca me abalei”, diz. Há um ano, o esporte tem ganhado mais espaço na vida de Matheus: hoje ele integra o time da Liga Nescau. E Matheus não pensa em parar por aí. O skate tem tido cada vez mais lugar na sua rotina e ele pretende competir. E ele já mira no futuro: “Meu sonho é um dia participar da seleção de handvolei, ir para uma Olimpíada. Já me sinto mais perto de realizar, a confiança já está lá no alto!”


EWERTON GUSMÃO MELO - Mesa-tenista, 15 anosEWERTON GUSMÃO MELO

O garoto de 15 anos, que aos 11 sofreu uma paralisia cerebral em decorrência de uma meningite, se locomovia em uma cadeira de rodas, mas foi graças ao esporte que voltou a andar sozinho, fez novos amigos, e descobriu que poderia se tornar um atleta. Na fisioterapia, a mãe de Ewerton soube que o Centro Paralímpico Brasileiro (CPB) oferecia aulas para crianças como ele. De cara, o garoto começou a praticar atletismo e depois descobriu o tênis de mesa.

A identificação com o esporte foi instantânea e, desde então, o jovem já participou de alguns campeonatos, incluindo a Liga Nescau de 2018, na qual foi um dos destaques, premiado como “Capitão sem braçadeira”. Apaixonado por futebol, ele gosta de jogar no gol, como um de seus maiores ídolos. “No tênis, gosto do Hugo Hoyama, mas sou muito fã do Cássio”, afirma o garoto corintiano.

Publicação retirada da Revista Nestlé Com Você

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setembro 2019

Edição 82

Três jovens atletas contam suas experiências com a liga Nescau.

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