Tudo para o seu bichinho

Viajando sem esquecer do seu bichinho

TIRADO DA EDIÇÃO: Setembro 2019#82
Imagine passar dez ou doze horas sozinho em casa, sem nada para fazer. Há comida disponível, água também. Mas são poucas as distrações e nenhuma companhia. Neste contexto entediante, o que você faria? Para alguns cães e gatos, a solução é cavar, roer, arranhar e latir. Essas atitudes, que podem causar alguns transtornos, são apenas comportamentos naturais.

“Nós não conseguimos ficar em casa sem fazer nada. Imagina o cachorro, que fica uma vida inteira, saindo pouco e só interagindo com os donos quando chegam do trabalho. Ele também tem necessidades básicas que devem ser supridas”, afirma Marcelo Eckmann, médico veterinário e adestrador comportamentalista. Para Eckmann, a melhor forma de fazer isso é com o chamado “enriquecimento ambiental”, série de técnicas e atividades que ajudam a criar um ambiente mais dinâmico para o animal.

No caso dos cães, há três tipos básicos de atividades que podem ser implementadas: alimentares, cognitivas e sensoriais. A primeira se refere, essencialmente, a fazer com que o animal se esforce mais para conseguir sua comida. E aí, dá para 30 usar a criatividade. Espalhar ração pela casa para que ele “cace”, usar brinquedos que liberem a ração aos poucos, ou congelar a comida para que ele precise lamber o gelo até alcançá-la são algumas alternativas.

Também é possível estimular cognitivamente seu animal de estimação. Há quebra-cabeças que, quando desmontados, estão cheios de comidinhas.

TERRITÓRIO FELINO


Apesar de parecerem bem mais independentes que os cães, gatos também precisam – e muito – de atividades que transformem o ambiente em um “território felino”. “O gato ainda é considerado um animal semidomesticado. Precisamos estimular comportamentos naturais da espécie e adequar o ambiente em que eles vivem”, diz a bióloga Juliana Damasceno, especialista em comportamento e bem- -estar de felinos. “Oferecer o alimento de forma diferenciada, variando a disposição, forma de apresentação, textura, horário, disponibilidade, temperatura, são algumas opções. Assim como trabalhar os sentidos, com estímulos olfativos, auditivos e visuais.”

DEIXE SUA CASA MAIS DIVERTIDA:

  1. Esconda ração e comidinhas para que o animal possa “caçá- -las” durante o dia.
  2. Amarre os brinquedos em um ponto mais alto, para que ele tenha um grau de dificuldade para alcançá-los.
  3. Estimule seu animal sensorialmente: alimentos com texturas diferentes para o paladar, uma horta com ervas cheirosas para o olfato, e pisos diversos criam novas sensações.
  4. No caso dos gatos, crie locais confortáveis perto de janelas e varandas, para que possam observar o exterior.
  5. Se o seu cão passa o dia inteiro dormindo, não significa que ele está bem: fique atento, ele pode estar estressado e sem estímulo.


SÓ OS BRINQUEDOS


No dia em que chegou em casa e viu todas suas almofadas de seda destruídas, Karla Vergara, de 47 anos, quis chorar. Mach, seu cão, tinha roído todas. “Tem um choque inicial ao ver tudo destruído dentro de casa, mas aprendi que não adiantava brigar com ele porque tinha comido alguma coisa, precisava ensinar e dar opções para que não fizesse mais isso”, afirma a tutora.

Mach teve diferentes brinquedos de roer em cada época da vida: quando pequeno, eram mais fofinhos, para não prejudicar a dentição; depois vieram os de nylon; e, hoje, aos quatro anos, são objetos mais interativos, como corda para cabo de guerra ou uma bola com sino dentro. Além disso, Karla sempre deixa ração escondida pela casa e é adepta de brinquedos que estimulem a busca pelo alimento. “Ele brinca enquanto come e mantém a cabecinha ocupada.”

Para Marcelo Eckmann, este é um ponto fundamental. “Com o enriquecimento, os animais ficam mais ativos, interagem mais com os donos e o com o ambiente ao redor. Eles criam conexões. ” E mais do que isso: a aplicação de atividades, muitas vezes simples e corriqueiras, evitam problemas de saúde mais sérios. “O stress crônico pode causar doenças a médio e longo prazo, e o que era comportamental se torna um problema clínico.”

Publicação retirada da Revista Nestlé Com Você

Nossa revista é para você que quer sempre ficar por dentro das novidades Nestlé. Artigos, reportagens especiais, produtos que estão indo para o mercado além de muitas receitas para todos os momentos. Bem-vindos ao mundo Nestlé.

setembro 2019

Edição 82

É possível criar um ambiente atrativo e dinâmico para seu bichinho de estimação quando você está fora de casa. A gente explica como.

LEIA ESTA EDIÇÃO

Publicações relacionadas

Sempre ao seu lado

Melhorar o humor, incentivar a prática de atividades físicas e ajudar a enfrentar momentos difíceis: são muitos os benefícios que surgem da relação entre humanos e pets. Conheça histórias de pessoas que viram a vida se transformar por conta dos animais

VEJA MAIS

Esqueceram de mim?

É possível criar um ambiente atrativo e dinâmico para seu bichinho de estimação quando você está fora de casa. A gente explica como.

VEJA MAIS

Como lidar no dia a dia com cães e gatos

Alexandre Rossi é zootecnista e criador da Cão Cidadão, empresa especializada em adestramento e comportamento animal. Priscila Felberg é consultora de comportamento animal da Cão Cidadão e estudante de Biologia da Universidade Mackenzie, em São Paulo.

VEJA MAIS

Nossos amigos fiéis

Desde sempre, homens e animais de estimação se relacionam e criam laços que costumam ser fonte de grande prazer e, de quebra, ajudam a melhorar a qualidade de vida do dono.

VEJA MAIS

Prato cheio para cães e gatos – Nestlé Purina

Acaba de nascer a Nestlé Purina PetCare Company, para melhorar ainda mais a qualidade de vida de seu bichinho de estimação.

VEJA MAIS