Colágeno na Saúde e Bem-estar

Colágeno na Saúde e Bem-estar

 

 

O envelhecimento é uma daquelas certezas da vida. Embora saibamos que não há como fugir dele, buscamos maneiras para aplacar seus efeitos – no que a ciência pode dar uma grande ajuda. Os impactos vão muito além do que vemos no espelho, pois o passar dos anos fica registrado, assim como na pele, também nos músculos e nas articulações.

 

Na pele, uma das causas do envelhecimento é a ação dos raios ultravioleta. Eles desencadeiam um processo complexo que envolve reações bioquímicas e alterações tanto morfológicas (como o aspecto mais enrugado da pele) quanto funcionais (diminuição da elasticidade, por exemplo). A perda de colágeno também está associada ao envelhecimento da pele. Uma série de estudos sugere que, com o avanço da idade, sua produção vai caindo. Nas mulheres, essa perda gira em torno de 1% ao ano no período fértil e pode chegar a mais de 30% depois da menopausa.

 

Também para as articulações, o tempo é fator fundamental. Com o passar dos anos, elas vão sofrendo o desgaste que conhecemos como osteoartrite – que pode ser acelerado também por outros fatores, como a fraqueza muscular, a obesidade e a prática de exercícios de impacto. Ela causa inflamação e dor nas articulações, conduzindo à imobilidade. De acordo com a literatura científica, o consumo de colágeno pode melhorar o metabolismo ósseo e os parâmetros biomecânicos, diminuindo a dor nas articulações durante as práticas diárias e nos exercícios físicos. Isso ocorre porque o colágeno suplementado ajuda a estimular a produção do colágeno endógeno (do nosso corpo). Já em relação à massa muscular, o envelhecimento pode levar a uma perda acentuada definida como sarcopenia. O nome pode ser estranho, mas conhecemos bem seus efeitos nas pessoas idosas: são aqueles movimentos que vão ficando cada vez mais difíceis e podem até levar a quedas. Estima-se que, após os 30 anos, perdemos 1% de massa muscular ao ano. Para prevenir, é necessário um consumo adequado de proteínas (para idosos, entre 1 e 1,5 gramas de proteínas por quilo de peso corporal) e a prática de atividades físicas.

 

Podemos obter proteínas por meio de alimentos como leite e seus substitutos (queijo e iogurte, entre outros), carnes (as magras, como filés de frango e peixe, são as mais indicadas), ovos, leguminosas como o feijão e a lentilha e cereais como o milho. O cardápio é amplo, mas nem sempre é possível obter a quantidade recomendada apenas com a alimentação. É nesses casos que a suplementação com proteínas e peptídeos bioativos de colágeno fazem toda a diferença e podem se tornar um aliado neste aporte de nutriente. O colágeno hidrolisado fornece 16% de aminoácidos essenciais, ou seja, que nosso corpo não produz, assim como outros aminoácidos que participam, por exemplo, da própria formação dos músculos.

 

Por isso, uma alimentação equilibrada, o consumo de leite e a suplementação são importantes tanto para a mobilidade (já que mantém ossos, cartilagens e tendões fortes e saudáveis) quanto para a manutenção da massa muscular e da pele. Afinal, se o envelhecimento é inevitável, que seja leve e com muita qualidade de vida.

 

Fonte: Vanessa Suzuki, Mestra em Ciências da Saúde, Especialista em Nutrição Clínica e Estética, Nutricionista.

 

Referências

 

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