Jovens no Campo

Nestlé Faz Bem
Projeto da Nestlé Estimular a Agricultura Familiar e a Juventude Rural

Manter as raízes, ficar próximo da família e dos amigos, aproveitar os benefícios da vida na área rural e conseguir tirar o próprio sustento da terra é uma realização pessoal que, a cada dia, se afasta mais da realidade dos jovens no campo.

Sem perspectivas e num cenário desvalorização do trabalho rural, esses jovens desistem de suas vidas na área rural em busca de oportunidades na área urbana. A falta de incentivo vem de todas as esferas, inclusive a familiar.

Estudos consultados pela Nestlé apontam para a necessidade de uma nova ruralidade, que atenda às necessidades do mundo moderno. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada em 2001, mostra que a necessidade de acompanhar a família e a busca de oportunidade de trabalho são os principais motivos que levam os jovens a migrarem do campo para a cidade.

Por outro lado, a Pesquisa do Nead/MDA, de 2013, aponta que, diante de novas possibilidades de aumentar a renda familiar, cerca de 84% dos jovens agricultores, se pudessem escolher, não trocariam a vida rural por uma oportunidade de trabalho na área urbana.

O Desafio na Agricultura Familia

O êxodo rural entre os jovens é uma realidade que a Nestlé quer ajudar a transformar, levando oportunidades para que a vida no campo seja rentável, produtiva e próspera. A ideia é fomentar a agricultura familiar e promover maior estabilidade de renda e de condições de sociabilidade. Mas como fazer isso?

O desafio é grande, porque passa por uma mudança cultural. A Nestlé entende a importância da parceria com seus produtores e, por isso, tem como compromisso valorizar a vida no campo. E para atuar com qualidade e propriedade neste assunto, criou o programa Jovens Transformadores em Campo, em parceria com a Ashoka, uma comunidade global que incentiva e apoia ações de transformação, com foco em empreendedorismo social.

O ponta pé inicial do projeto aconteceu no mês de novembro de 2017, na cidade de Araras, interior de SP. O evento contou com especialistas em diversos assuntos relacionados à vida no campo. Lá, foram discutidos os desafios e possíveis caminhos para reverter o processo de saída dos jovens das áreas rurais.

A pluralidade de ideais e os perfis dos convidados contribuíram para que um panorama geral fosse traçado. Estavam presentes cafeicultores, comerciantes de café, membros do terceiro setor e especialistas da área de instituições como SERTA (Serviço de Tecnologia Alternativa), Robusta Coffee, ONG Acreditar, Bourbon Specialty Coffees e ONG Ecoativa.

Uma das convidadas foi a diretora executiva da ONG Acreditar, Lilian Prado. Nordestina da área rural, Lilian mesclou suas experiências pessoais com as profissionais para contar um pouco sobre os desafios de transformar essa realidade. “O campo se tornou sinônimo de vida dura. Temos que buscar meios de tornar o que parece fraqueza em força. Precisamos ressignificar para esses jovens o que é viver na área rural. Acredito que é compartilhando erros e acertos e vencendo a barreira da resistência das famílias para se adaptar as tecnologias alguns dos caminhos para mudar essa realidade”.

Jaison Pongiluppi Lara, da ONG Ecoativa, ressalta ainda que o democratizar o acesso à informação é um elemento base para o protagonismo juvenil no campo. “Se o jovem só vislumbrar uma vida melhor ou processos mais interessantes nas cidades ou em outro território, a gente acaba realmente perdendo essa potência do protagonismo juvenil no campo”, diz. 

Barbara Sapunar, responsável pela área de Valor Compartilhado da Nestlé, afirma que a empresa procura fazer uma contribuição positiva nas comunidades onde opera. “Enxergamos um futuro próspero inspirado no debate de hoje, onde jovens darão continuidade ao cultivo do café”, diz Sapunar.

A Inovação da Juventude Rural

Em 2018, a Nestlé iniciará um piloto do programa de capacitação Jovens Transformadores em Campo, na região de Águia Branca, interior do Espírito Santo, considerada uma área importante de produção agrícola fornecedora de café para a empresa. Cerca de 40 jovens serão selecionados para passar por treinamentos nos pilares de Desenvolvimento Pessoal, Sustentabilidade, Empreendedorismo e Educação Financeira, além de terem a oportunidade de se conectarem com outros jovens empreendedores da rede Ashoka.

“Uma inovação pode estar na tentativa de aproximar as técnicas já utilizadas com as novas técnicas que estão presentes no campo. Entender a qualidade do produto que se produz é uma competência que os jovens precisam desenvolver”, afirma Pedro Malta Campos, gerente agrícola da Nestlé Brasil.

O projeto está na fase piloto. O intuito é criar uma cartilha de formação de multiplicadores desse curso para expandir a iniciativa para outras regiões fornecedoras de café para a Nestlé.

Ashoka

A Ashoka é uma organização mundial, sem fins lucrativos, pioneira no campo da inovação social, trabalho e apoio aos empreendedores sociais – pessoas com ideias criativas e inovadoras capazes de provocar transformações com amplo impacto social. 

Mirela Domenich, diretora da Ashoka Brasil, afirma que a iniciativa privada tem uma responsabilidade muito grande em relação ao desenvolvimento sustentável e que parcerias como a da Ashoka e da Nestlé são fundamentais para unir forças por um bem comum.

“O que a gente vê como uma oportunidade de atuação é realmente desenvolver as competências desses jovens para que eles possam continuar vivendo onde nasceram, onde eles querem morar”, diz Domenich.

Barbara Sapunar afirma que essa iniciativa de agroempreendedorismo também encaixa com o programa global da Nestlé de Nutrindo o Sonho dos Jovens, que foca no desenvolvimento de jovens de diversas áreas para garantir um futuro promissor para a sociedade. “A gente entende que estimular a força de transformação social dos jovens e possibilitar a eles um espaço de trabalho, de emprego, é fundamental para a sustentabilidade do nosso negócio”, finaliza Sapunar.

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